QUEM PEGOU O CLIENTE QUE ESTAVA AQUI?

QUEM PEGOU O CLIENTE QUE ESTAVA AQUI?

Há muito o varejo de alimentos vem sofrendo com a queda do fluxo de clientes, e com o setor de panificação não é diferente. O aumento do número médio de canais de consumo visitados pelos clientes subiu de 5 para 8 canais, o que equivale a um aumento de 60%, segundo pesquisa da Nilsen. Essa situação, somada à queda do poder aquisitivo do consumidor brasileiro, tem impactado muito no faturamento das empresas.

Os modelos de negócio estão sofrendo rápidas mutações para se adaptar ao novo perfil do consumidor.  Este está muito mais exigente com elevado (e fácil) grau de comparação, possui cada vez menos tempo, é seletivo e ao mesmo tempo é bombardeado de sugestões de produtos e serviços a serem consumidos. Atualmente uma empresa não concorre somente com uma outra do mesmo segmento e sim com várias outras de segmentos bem diferentes. Haja radar para ficar atento à tanta coisa e com tanta tecnologia!

Há algumas tecnologias que têm chamado a atenção no varejo e uma delas são as lojas autossuficientes. Já existiam os self-checkouts, mas as lojas autossuficientes no Brasil é algo raro. Um case no Brasil são as lojas Zait que já possuem 2 lojas e estão em processo de expansão. São lojas sem nenhum (sim – nenhum funcionário!).  Outro modelo já existente, e cada vez mais presente no varejo de alimentos, é o e-commerce (em marketplace ou individuais) e a utilização de aplicativos de delivery.

Algumas pessoas podem se perguntar: então as lojas físicas deixarão de existir?  Conforme alguns analistas de tendências (e segundo minha opinião também) creio que não!  As pessoas continuarão a frequentar as lojas físicas, mas com outro objetivo que é de se viver experiências.  Estar um uma loja de varejo de alimentos será por um motivo que não é o de se “comer algo” e sim por um ambiente aconchegante, por um encontro com outra pessoa neste local ou por ofertar algum serviço adicional que pode ser relevante ao cliente , como por exemplo wi-fi grátis.  Há quem diga que no futuro as pessoas irão nos questionar por cozinharmos em casa assim como se questiona nos dias de hoje por alguém que costura suas próprias roupas ao invés de comprá-las pronta.

E então, o que fazer? Não temos como saber exatamente o futuro, mas temos como buscar adequação às tendências de consumo.  Sendo assim irei sugerir algumas ações que podem contribuir com o aumento de fluxo de clientes:

  1. AMPLIAR E MELHORAR A COMUNICAÇÃO EM REDES SOCIAIS

Atualmente existem muitas empresas que não possuem uma loja física e utilizam como único canal de venda as redes sociais.  Entendo que, em geral, as lojas físicas exploram muito pouco as redes sociais como “vitrine de exposição” de seus produtos e muito menos como venda efetiva dos mesmos.  A orientação de profissionais é de suma importância, mas já iniciar a divulgação de sua loja e mostrar o que há de bom é muito válido também.

  1. OFERTE SERVIÇO DE DELIVERY (PRÓPRIO OU POR APLICATIVOS)

A falta de tempo no dia a dia das pessoas tem reforçado o uso do serviço de delivery.  Para atender à essa demanda os aplicativos de delivery oferecem, além de um marketplace, o serviço de entrega sem impactar no custo para as empresas.  Esta ação poderá atrair clientes fora do raio de influência da padaria ampliando a capacidade de atendimento.

  1. AÇÕES QUE GEREM BENEFÍCIOS AOS CLIENTES

Ofertar algum tipo de “vantagem” ao cliente é sempre bem vista, seja ela um preço especial, prêmios por compras acima de um determinado valor ou por compra de um certo produto.  Precisamos “criar um motivo” para que o cliente compre em nossas lojas diariamente.

  1. CRIE PRODUTOS COMPATÍVEIS COM AS DATAS SAZONAIS

O próprio mercado cria momentos de consumo e precisamos estar sempre preparados para “surfar nessa onda” que é um apoio gratuito. Criar produtos que possuam relação com estas datas sazonais contribuem na atração de clientes e criam vendas por impulso e adicionais.

  1. UTILIZE DE FERRAMENTAS QUE PROPORCIONEM EXPERIÊNCIA DE CONSUMO

Nada é mais forte que a criação de uma situação de experimentação de um produto ou serviço sem exigir nada em troca, ou seja, a compra é uma consequência da experimentação.

  1. REALIZE PESQUISA COM SEU CLIENTE PARA AVALIAR O QUE É VALORIZADO E SE ELE CONHECE TODOS OS SERVIÇOS OFERTADOS POR VOCÊ

Muitas vezes precisamos perguntar ao cliente sobre seus hábitos de consumo e suas necessidades, bem como o seu grau de conhecimento sobre os produtos e serviços que ofertamos. Compartilho com você uma sugestão de pesquisa a ser aplicada em sua empresa.

PESQUISA DESCUBRA O HÁBITO DE CONSUMO DE SEU CLIENTE

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Pesquisa de Hábito do Consumidor – Ideal Consultoria

***Emerson Amaral, presidente do Instituto de Desenvolvimento das

Empresas de Alimentação (Ideal)

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Ideal Consult

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